O medo é a reação do corpo humano a uma ameaça externa. Descubra de onde vem o medo biológico, social, moral e desintegrador. Como lidar com eles e como o medo difere das fobias?
Medo - O que nos faz sentir medo?
O medo é um traço necessário à sobrevivência humana e é do instinto de sobrevivência que se origina. Quando estamos em uma emergência, nosso corpo e nossas emoções reagem. O medo nasce no cérebro - na amígdala, que por sua vez transmite impulsos ao hipotálamo, fazendo com que o corpo produza adrenalina. Assim, fazemos mais do "hormônio do medo", contraímos nossos músculos e nosso coração começa a bater mais rápido. Essa preparação natural do corpo para lutar ou fugir de uma ameaça se desenvolveu nos humanos (e em alguns animais) ao longo da evolução.
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Reagimos ao medo emocionalmente, mas o grau dessa reação depende do indivíduo. Aqueles que evitam uma situação ameaçadora, quando ela ocorre, reagirão a ela com mais força do que aqueles que praticam profissões com muitos perigos ou amam esportes radicais no dia a dia. O medo também vem da capacidade das pessoas de conectar os fatos. Estamos cientes de que uma determinada situação pode representar uma ameaça, porque já experimentamos isso antes, ou a capacidade de pensar abstratamente nos diz que uma determinada situação ou comportamento pode causar uma ameaça.
Tipos de medo
Psicólogos e psiquiatras fizeram muitas divisões do medo, não existe uma única tipologia obrigatória. Na maioria das vezes, no entanto, existem quatro tipos:
- Medo biológico - surge quando uma pessoa se encontra em situação de ameaça à sua saúde e à sua vida. A ansiedade biológica inclui o medo da morte quando sofremos de uma doença grave ou o medo que sentimos ao caminhar sozinhos por uma rua escura à noite.
- Medo social - ocorre quando uma pessoa tem medo de se relacionar com outras pessoas. Não é uma fobia social, resultando no medo de sair de casa e não se encontrar com outra pessoa, mas sim, medo que surge, por exemplo, durante discursos importantes, ao conhecer novas pessoas, nos momentos em que determinada pessoa é avaliada por outras pessoas.
- Medo moral - diminui a autoconfiança, o remorso e a sensação de não ser suficientemente bom - de acordo com os elevados padrões morais por eles adotados.
- Medo desintegrativo - surge quando o equilíbrio entre uma pessoa e o ambiente em que vive é perturbado. Por exemplo, uma situação em que uma pessoa não consegue lidar com um acidente que tenha perturbado seu equilíbrio mental atual.
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Métodos de lidar com o medo
Embora o medo seja uma qualidade humana primordial, você pode tentar lidar com ele. O seguinte pode ajudar:
- Domando o medo - falar sobre o que nos causa medo e confrontar as situações que o causam ajuda a domesticá-lo e assim fazer com que deixem de ser fonte de medo.
- Exercício - Outra arma importante na luta contra o medo. O esforço físico e o cansaço subsequente nos fazem parar de nos concentrar no que tememos, também aumentamos o nível de serotonina, ou seja, o hormônio da felicidade, no cérebro.
- Descanso - encontrar pelo menos meia hora por dia para si mesmo em uma agenda lotada, dedicando-se ao que traz alívio: tomar banho, ler, passatempos permitem melhorar a qualidade de vida, mudar seu pensamento para um mais positivo, motivam você para o trabalho.
- Racionalização do medo - a capacidade de controlar seu humor, trabalhar a concentração e a criatividade torna mais fácil lidar com a fonte biológica de ansiedade.
- Ajuda de especialista - quando sentimos que não podemos enfrentar o medo ou ele assume a forma de uma fobia, vale a pena consultar um psicólogo ou psiquiatra que o aconselhará sobre o curso de ação correto.
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Medo e fobia - em que são diferentes?
Medo e fobia são dois conceitos diferentes. Sentimos medo de uma ameaça específica: pessoa, situação ou evento. O que tememos está dentro dos limites da probabilidade - é possível que o que tememos aconteça. Vale ainda acrescentar que o medo nos motiva a agir: embora tenhamos medo, procuramos prevenir a ameaça, evitar as situações negativas, fonte de nossa ansiedade. É diferente com uma fobia. Este é um medo irracional, e a pessoa que o sente percebe que seus sentimentos viscerais não são relevantes para a realidade.
Embora o medo seja mais frequentemente causado por circunstâncias externas, as fobias estão mais relacionadas a reações internas. É difícil defini-lo e indicar sua origem. A diferença entre medo e fobia pode ser explicada por situações com aranhas. O medo desta criatura reside no fato de que, embora tenhamos medo dela, podemos até gritar ao vê-la, mas podemos ficar com ela em uma sala, podemos aplicar medidas que permitirão, por exemplo, mover a aranha para fora da sala em que nós achamos. Por outro lado, o medo (aracnofobia) impede que a aranha se aproxime, causa calafrios, vômitos e ataques de pânico. Também há delírios com aranhas no papel principal: uma pessoa imagina que invertebrados estão andando sobre ela, se escondendo atrás da cama, pesadelos também aparecem.
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